Vou para Myanmar

 

Conhecer Myanmar não fazia parte dos nossos planos, mas a cada pesquisa, lá estava ele, nas principais hotlists de lugares para conhecer, o que aguçava ainda mais nossa curiosidade.

Decidimos. Vamos! E em 2015, fomos conhecer  um dos países mais exóticos da Ásia: Birmânia (Myanmar).

Myanmar é um país onde a cultura milenar e espiritualidade ainda estão preservadas, complementando sua beleza, com templos magníficos e um povo doce e amável.

Incrível, surreal, praticamente intocada pela modernidade – há muitas formas de descrever Mianmar, mas é melhor visitar e ver por si mesmo. 

Video de Jacob + Katie Schwarz

VISTO PARA A BIRMÂNIA / MYANMAR

Você pode solicitar o visto para a Birmânia online, que fica pronto no prazo de três dias úteis. O visto é válido por três meses e podemos permanecer no país por um período máximo de 28 dias. O custo para o visto de Myanmar é de 50 dólares (2019).

QUANDO IR

O melhor período é entre os meses de novembro a fevereiro, quando o clima é um pouco mais ameno. Evite o período de julho a outubro, época de monções, quando a chuva pode atrapalhar sua viagem.

COMO IR

Não há vôos diretos do Brasil para Myanmar, você terá que ir por Bangkok, Kuala Lumpur ou Cingapura. Várias low cost asiáticas, como a Air Asia e Lion Air, têm voos diários Myanmar, partindo dessas cidades.

Moeda

A moeda local em Myanmar é a kyats. O Dólar americano é aceito na maioria dos hotéis e algumas lojas turísticas e restaurantes, embora que seja recomendado transferir para kyats para outras compras, restaurantes locais e gratificações. Cambistas estão localizados nas principais cidades turísticas, mas o melhor é trocar o dinheiro nos caixas dos bancos .

Câmbio oficial (out/2018)
1 real = 397 kyats
1 dólar = 1525 kyats
1 euro = 1759 kyats

energia

 Myanmar utiliza 220V, e uma mistura de 2 pinos planos, adaptadores de 2 pinos ou 3 pinos redondos. Recomenda-se trazer um adaptador universal. A falta de energia são comuns, mas a maioria dos hotéis têm seu próprio gerador.

CURIOSIDADE SOBRE MYANMAR

HOMENS USAM SAIA

Os homens, as mulheres e as crianças usam saias compridas chamadas “longyi”: as deles normalmente em tons escuros e aos quadradinhos; as delas coloridas, com padrões variados, e as dos estudantes, totalmente verdes;

todos usam a cara pintada

Todos costumam pintar e fazer desenhos no rosto com “tanaka”, uma pasta amarela natural feita com a casca dessa árvore, que cuida da pele e protege do sol;

Homens, Mulheres e Crianças usam Tanaka

sorrisos vermelhos

Muitas pessoas têm sorrisos vermelhos e cospem saliva que parece sangue, devido ao bétel, uma planta que mascam regularmente;

TRAJES PARA VISITAR OS TEMPLOS

Temos de descalçar os sapatos e as meias para visitar qualquer templo. Além disso, é desrespeitoso mostrar os joelhos e os ombros e, em certos templos, é mesmo proibido;

Caixa eletrônicos são relativamente recentes

Somente em 2012 é que foram instalados caixas eletrônicos. Hoje há caixas em todo lugar, pelo menos nos lugares turísticos.

A comida é… boa!

A comida é boa, bem diversificada e tem bastante a oferecer. É um pouco apimentada (mas você pode pedir para tirar) e tem muita opção com curry. Apesar de Myanmar ser considerado um país mais caro, para os padrões do sudeste asiático, comer lá é, relativamente, barato. Um prato, num bom restaurante , fica em torno de 5 a 7 dólares.

Rolinhos Primavera

Existem ainda as culinárias regionais. A comida Shan, provinda do Shan State, região localizada no centro oeste do país onde fica o Lago Inle é composta de “shan noodles”, tofu frito, salada de tofu. O tofu shan não é de soja mas é feito ou com farinha de grão de bico ou de arroz e também de um tipo de feijão.

Shan Noodles, bem gostoso

Lugares imperdíveis para visitar em Myanmar

Apreciar o Nascer ou o Pôr do Sol em Bagan

Bagan e seus milhares templos, sobrevoada por balões ao amanhecer

Quanto tempo ficar nos templos de Bagan?

Para não se arrepender, pelo menos dois dias inteiros.

Precisa pagar para visitar os templos de Bagan?

Sim, todos os visitantes internacionais precisam pagar um ticket de 25 000 kip (por volta de US$ 15 ) válidos para cinco dias. 

Onde comer em Bagan

Na Nova Baggan 
Na rua Thiri Sandar, Hkan Latt Quarter – concentram-se a maioria dos restaurantes. 

Na Velha Bagan e em Nyaung U
Na rua Thi Ri Pyitsaya 4 Street, em Nyaung U, ao lado da “Velha Bagan” tem uma grande concentração de restaurantes, é super movimentada e onde estão as melhores opções para comer. 

Na Old Bagan…
•WEATHER SPOON Restaurant & Bar. 
Por sinal aqui é o melhor local para se comer em Bagan! Está sempre lotado! 

Como visitar os templos ?

A zona arqueológica de Bagan fica espalhada por 3 cidadezinhas: Old Bagan, New Bagan e Nyaung U, que ficam bem próximas umas das outras, nas margens do Rio Irrawaddy (confira o mapa aqui). Ficamos em um hotel bem bacana o Bagan Thande Hotel bem à beira rio e muito próximo aos templos.

Peça no seu hotel um mapa do sítio arqueológico. Uma dica é você pode contratar um tour num dia e no outro deixar pra ver as coisas por conta própria, alugando bicicletas elétricas oferecidas, na maioria das vezes, no próprio hotel.

Andrea de bike elétrica nos templos de Bagan

Alugamos duas bikes elétricas no hotel, por US$ 6/dia (as duas) e lá fomos nós, desbravar Bagan um dos destinos mais procurados neste país, com seus templos (quase 3.000), uns maiores outros menores, desgastados pelos milhares de anos de erosão natural – mas que têm uma aura de misticismo e aventura a sua volta.

É muito fácil andar por Bagan pois tudo é muito plano. Algumas pessoas preferem ir pedalando, o que achamos uma loucura pois o lugar é imenso.

Dirigimos, com ajuda do aplicativo Maps.me (que funciona offline e tem os templos assinalados com estrelinhas), por estradinhas de terra até parar no templo que nos atraia. Os principais são: SHWESANDAW PAGODA, ANANDA PAHTO, SULAMANI TEMPLO e DHAMMAYANGYI TEMPLE mas paramos em vários, que tem Budas de todos os tamanhos

Os templos de Bagan tem dois grandes momentos: o nascer e o pôr do sol. Uma verdadeira maratona de quem chega primeiro. Fique alerta. Verifique no Hotel os templos que podem ser acessados de cima, pois muitos estão fechados para esse fim, devido a precariedade e o número excessivo de turistas.

Andrea fotografando Bagan do alto

Voar de Balão

A outra opção para olhar Bagan de cima é contratar um vôo de balão, que custa a bagatela de US$ 350. Um dos preços mais caros de todas as viagens que fizemos. Nós não tivemos coragem de gastar isso.

A infraestrutura do sitio arqueológico é bem precária e a disponibilidade de banheiros é praticamente nula, portanto, prepare-se: leve água, algo para comer e aproveite ao máximo.

Conhecer Inle Lake e a dança dos pescadores

O lago de água doce é bem raso (tem cerca de 1,5m de profundidade). É o segundo maior lago do país, com uma área superficial de 116 km², e uma população estimada de 70.000 pessoas vivendo em quatro cidades que fazem fronteira com o mesmo.

Nosso hotel no Lago Inle – foto: Andrea Ribeiro

onde fica o lago inle?

Lago Inle está localizado em Nyaungshwe um distrito de Taunggyi no Estado de Shan, parte de Shan Hills em Myanmar (confira o mapa aqui). Como chegar em Lago Inle?

como ir?

Você pode ir ao Lago Inle de avião, ônibus ou trem.

* De avião (somente voos domésticos)
Esta é a maneira mais fácil e mais confortável para ir ao Lago Inle, e o aeroporto mais próximo é em Heho, cerca de 1 hora de táxi de distância do lago. Do aeroporto para Nyaung Shwe você precisa pegar um táxi, que custa 25.000 Kyats (US$ 18,5).

* De ônibus

Viajar de ônibus é a forma mais barata e mais fácil para se locomover em Myanmar. Ônibus partem diariamente, e custam em torno de US$ 14-20 de Yangon (12 horas), ou US$ 12 (7-8 horas) de Mandalay.

Há 2 ônibus de Bagan saindo às 7h30min e 19h30min; a viagem dura 8,5h para Nyaung Shwe, e custa 11.000 Ks (US$ 8,1). Você pode comprar sua passagem no site da Famous Traveller Express ou Myanmar Bus Ticket.

* De trem
Há trens que partem de Kalam, Thazi e até mesmo Yangon (direto), para Shwe Nyaung, uma cidade que está situada à apenas 13 km de distância de Nyaung Shwe. O trem de Yangon leva cerca de 30h…

Ver os pescadores Dançarinos

Uma das coisas mais bonitas que vimos e que nos impressionou bastante foi a forma singular de pesca dos pescadores de Inle Lake. Eles remam com os pés, conhecidos como pescadores bailarinos: eles mantem as mãos livres no momento da pesca, enquanto uma perna mantém o equilíbrio, a outra é utilizada para remar.

Pescadores Bailarinos

Todo o processo parece uma dança. E esse é apenas um dos muitos espetáculos que esse imenso lago guarda. Tivemos a sorte de estar lá durante o festival budista da pagoda Phaung Daw Oo, um dos mais coloridos do país.

Competição entre barcos em Inle Lake – Foto: Andrea Ribeiro

Para encerrar as comemorações do festival religioso, oito barcos representando os vilarejos competem entre si em uma reta de um quilômetro. Para ganhar a corrida é necessário que os movimentos das pernas dos 64 remadores estejam perfeitamente sincronizados.

Visitar a ponte U Bein em Amarapura

Ponte U-Bein – foto: Andrea Ribeiro

Mandalay é uma das cidades para se visitar em Myanmar, bem como a ponte U-Bein que fica a uma viagem de cerca de meia hora de transportes do centro da cidade.

Esta é a ponte de madeira de teca, a ponte mais comprida e mais velha do mundo com 1,2 km de extensão. Dizem que aqui se observa dos melhores pores-do-sol dos arredores. Na foto uma amostra do que vimos.

monastério Maha Ganayon

A segunda atração, a poucos metros da ponte, é o monastério Maha Ganayon. O ideal é visitar este monastério por volta das 10h15min, pois é quando os monges fazem uma longa fila para comer. Também não se paga nada pela visita.

Fila dos Monges para Comer no monastério Maha Ganayon

Explorar os templos de Yangon

O mais conhecido e mais imponente é o Shwedagon Pagoda, que é também um dos templos mais importantes do Myanmar, com seus mais de 2.500 anos. 

Shwedagon Pagoda – Foto: Andrea Ribeiro

O PAGODE DE SHWEDAGON é visita obrigatória para todos que passam por Yangon. A entrada do Templo esconde a beleza e suntuosidade do mesmo. Quando cruzamos o portal, a primeira impressão que tivemos é que era algo surreal. O lugar é considerado uma das maravilhas do mundo religioso e tudo é coberto de ouro.

O complexo de Shwedagon é o pagode budista mais sagrado de Myanmar e também um dos maiores do mundo, com 99 metros de altura reúne mais de 100 estátuas, estupas e templos belíssimos.

O ideal é visitar o templo duas vezes, bem cedo, ao amanhecer e no final da tarde, quando se pode ver as nuances de cores e brilhos do templo e do céu.

Shwedagon Pagoda – Foto Andrea Ribeiro

Encantar-se com as belezas de Myanmar

Hsinbyume Pagoda

Também conhecida como Myatheindan Pagoda, essa incrível construção fica em Mingum, uma cidade vizinha a Mandalay, às margens do rio Irrawaddy.

Em um passeio de um dia, é possível cruzar o rio em um barco até a e andar até esse lindo monumento. Sua forma circular e cor branca é uma representação das sete montanhas do Monte Meru, que para alguns budistas é o centro do universo.

CONHECER KUTHODAW PAYA – 729 pequenos templos branquinhos

KUTHODAW PAYA Este templo budista é cercado por 729 pequenos templos. Cada uma destas casinhas contém uma página de um livro de pedra, e este livro é considerado (pelo menos no Mianmar) como o maior livro do mundo.

KUTHODAW PAYA

Os textos estão escritos em birmanês, mas pelo que lemos ele reproduz o Tripitaka, um conjunto de ensinamentos budistas.

Inwa – A velha capital da Birmânia

A distância de Mandalay a Inwa – apenas 21 quilômetros ao sul da cidade – facilita a visita.

Visitar Inwa o levará ao rico passado histórico, através das ruínas do palácio, as fazendas, vilarejos e carruagens que continuam a circular por lá, trarão a forte sensação de como é a vida nas aldeias birmanesas que parecem um mundo a parte das cidades como Yangon ou Mandalay.

Maha Aungmye Bonzan Monastery
Carruagens fazem os trajetos até Inwa

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