“Os olhos são o espelho da alma”

Devo agradecimentos a duas pessoas muito queridas que me convidaram para uma viagem à Ásia, continente conhecido pelos templos e pela espiritualidade.

Meu marido, na época namorado, me convidou para conhecer o Nepal e depois a Tailândia e outros recantos que me encantaram pela divergência de valores e pela profundidade de suas crenças.

Durante minha visita a um templo de Catmandu – Nepal, me lembro de ter ficado surpresa ao ver posições do Kamasutra no teto do local, o que me levou a perguntar ao guia: “Aqui é permitido pinturas sexuais num templo”? Ele me respondeu sorrindo: “Por que não seria, a sexualidade é divina”.

Foi uma viagem interna intensa e um entendimento profundo do tamanho da repressão de nossa sexualidade imposta pelas crenças da comunidade judaico-cristã no ocidente.

Bem mais tarde em 2013, fiz uma viagem à Índia, à convite da minha filha Andrea, visitando várias cidades do sul, além de Nova Delhi e Agra.

A palavra Índia significa “rio”, do Vale do Rio Hindu, antiga civilização de rotas comerciais históricas e de vastos impérios.

O nome Índia já me emocionava por se tratar de descobrir uma cultura estrangeira que iria me revelar aquilo que eu tanto buscava, um sentido para nossa existência humana.

Absorver uma espiritualidade que me aplacasse e que desse sentido a tudo o que eu vinha experienciando nesta curta passagem.

A cultura Indiana está marcada por um alto grau de sincretismo e pluralismo; os indianos tem conseguido conservar suas tradições e, ao mesmo tempo, que absorvem novos costumes, tradições e idéias de invasores e imigrantes, estendem sua influencia a todos aqueles que a conhecem.

Apenas por curiosidade, nosso índio é que vem da Índia, quando Colombo chegou às Américas, pensava que tinha atingido a Índia e a partir daí nomeou os seus habitantes.

Minha impressão inicial foi de um choque cultural tão grande, que me paralisou, me deixando sem palavras, meio atônita. Muito cheiro, muito barulho, muita cor e os olhos das pessoas, ah! os olhos de um brilho tão intenso e com tanta vida e amorosidade, que fiquei fascinada. Depois de integrar e trabalhar a inundação de diferentes e fortes emoções, posso dizer que o que mais gostei na Índia foi o contato ocular com as pessoas.

Como atualmente aqui no ocidente as pessoas geralmente apresentam muita dificuldade em olhar e se deixar olhar pelo outro, a intensidade do olhar, principalmente das crianças, por sua curiosidade e espontaneidade, me emocionaram e me tocaram de tal forma que me fizeram questionar porque temos tanto medo de olhar e ser olhado.

Presos à tecnologia, à imagem, ao cinema, à TV, ao celular e outros artefatos midiáticos, ficamos passivos e ameaçados à entrar numa viagem de estar 100% em contato com o outro. Temos medo do outro ou de ver como o outro nos vê? Temos medo de sermos tocados pelo outro? Digo tocados emocionalmente, e de ficarmos expostos aos nossos sentimentos que levamos um grande tempo para aprender a esconder, dos outros e de nós mesmos.

Concluindo, viajar para a Índia permitiu me conhecer mais e melhor, através dos olhares trocados, outra grande aprendizagem foi a aceitação de nossa condição de humanidade. Somos apenas “humano demasiado humano” (Friedrich Nietzsche, 1878).

Eulina Ribeiro (viajou pela Indo Asia Tours  em 2013)

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Preparando a viagem para a Índia

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Ebaaaaa, vou para Índia e aí?

Se é sua primeira vez, vamos dar dicas que consideramos importantes para que sua estadia seja confortável e que a Índia te traga somente boas lembranças.

Na página Dicas e Curiosidades do blog: https://vouparaasia.wordpress.com você tem informações importantes sobre visto para Índia.

A Índia é um dos países mais fascinantes do mundo. Com mais de um bilhão de habitantes, dezenas de religiões e milhares de deuses, é um lugar de magia, espiritualidade, riqueza e pobreza, que se misturam em suas vielas, templos, monumentos e rios sagrados. Por isso, tornou-se um dos destinos turísticos mais procurados do mundo.

Se você é uma pessoa interessada em questões espirituais, a Índia é um destino certo. Cada região que você visita, proporciona uma viagem diferente.

O importante é relaxar: a Índia precisa ser descoberta e compreendida. Circulando pelo país, estaremos percorrendo uma nação cujas origens são pouco conhecidas da maioria dos ocidentais.

 E em relação a água e a alimentação?

Recomenda-se beber e até mesmo escovar os dentes usando apenas água engarrafada. Essa água é filtrada e tratada pelo processo de purificação com raios ultra-violeta. Não é preciso levar aquelas pastilhas de cloro para purificar essa água. No entanto, é desejável sempre constatar se as garrafas que adquirimos estão seladas com o selo do fabricante, já que, como no Brasil,  alguns comerciantes inescrupulosos chegam a rechear as garrafas com agua “torneiral” para revender como se fosse mineral.

A Indo Ásia Tours oferece durante toda a estadia, água mineral em seus carros, à vontade, para todos os nossos passageiros.

 Acostume seu estômago: as comidas muito temperadas e apimentadas podem causar um estrago! Prepare-se para esta viagem. Uso de Probióticos (tipo Yakult, Kefir ou coalhada) uma semana antes da viagem pode ser recomendado.

 É preciso fazer uma adaptação gradual à comida indiana, que é bem temperada e bastante diferente da nossa. Se você for alérgico ou sensível à pimenta, avise ao seu guia e traga alguns salgadinhos, barras de cereal ou biscoitos, para ter algo para mastigar enquanto vai se habituando aos poucos. Você terá  opções abundantes de frutas, frutas secas, vários tipos de pão, coalhada, arroz, chá e outras opções mais digestivas para os estômagos delicados.

Evite alimentar-se na rua: Busque restaurantes e atenção a apresentação do local. Locais cheios são uma boa dica, sinalizando produtos frescos, comida gostosa e bom preço!

Custo da alimentação: um bom jantar pode custar 5 dólares (fora dos centros urbanos ou turísticos, onde os preços aumentam). Geralmente, em lugares fora das rotas turísticas, e até mesmo em Rishikesh, custa bem menos do que isso.

Nos hotéis, a alimentação é de modo geral um pouco mais cara, mas é possível pedir em quase todos eles comida continental (ocidental), sem muito tempero.  Vale a pena ressaltar que pedir “No Chili” “No pepper”,  nunca é demais.

A Indo Ásia Tours preza pela segurança, comodidade e tranqüilidade de seus passageiros por isso trabalha com hotéis selecionados de 4 e 5 estrelas, cujo serviço de A&B oferece cardápio continental/internacional.

MOEDA

Rúpia indiana
A rupia indiana (INR) é a moeda da Índia. Ele também é aceito pelo Butão e Nepal. Usadas com freqüência notas de rúpias indianas estão nas denominações de 5 rúpias, 10 rúpias, 20 rúpias, 50 rúpias, 100 rúpias, 500 rúpias, 1000 rúpias.

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Use o conversor para saber o valor da rupia.

Na chegada, troque no banco do aeroporto ao redor de US$ 200. A melhor cotação se consegue em casas de câmbio que você verá espalhadas pelo centro das cidades. Evite trocar dinheiro nos hotéis. De modo geral, a cotação é bastante mais baixa que nas casas de câmbio.

Os cartões de crédito Visa, MasterCard ou American Express são facilmente aceitos nas grandes cidades, embora alguns locais mais pequenos possam cobrar uma sobretaxa. Só se deve trocar dinheiro em casas devidamente autorizadas, no aeroporto ou nos hotéis. Não troque dinheiro na rua.

Na Índia é comum conseguir uma cotação melhor pelo valor em dólar que você esta trocando, mas é sempre bom pedir uma quantia maior pelo o que eles vão te oferecer.

CUIDADO NÃO LEVE OU ACEITE NOTAS RASGADAS

Por que os indianos não aceitam notas rasgadas

Para não ter o trabalho de trocá-las por outras nos bancos. Ficar com notas rasgadas no bolso não é auspicioso, pois desagrada a mãe da prosperidade, Maha Laksmi.

Acontece muito do estrangeiro depois de comprar alguma coisa, acabar recebendo notas deste tipo, e quando ele vai pagar alguém, ninguém aceita as notas e se acaba perdendo o dinheiro .

O pior é que na Índia tem-se o hábito de grampear as notas de dinheiro. Ás vezes elas vêm do banco em maços grampeados e, se a pessoas não souberem desgrampeá-las com cuidado, fatalmente as rasgarão. Nesse caso você deverá trocá-las imediatamente, pois ninguém irá aceitá-las.

NOTAS DE DÓLARES

É conveniente lembrar de um detalhe importante para quem for levar dinheiro vivo em dólares americanos: é necessário levar as novas notas, que apresentam a cara do Benjamin Frankin em formato maior, chamadas popularmente “carão”.

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Cédula mais recente dos EUA, entrou em circulação em 2013

 As outras, serão muito mais difíceis de se trocar, pois muitas casas de câmbio desconfiam delas, por estar a Ásia inundada de notas falsas do formato anterior, a conhecida como “carinha”.

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Notas antigas de U$ 100 dölares

Portanto, quando forem trocar o dinheiro antes de sair de casa, verifiquem de não estarem levando as notas da “carinha”. Segue aqui embaixo uma imagem comparativa das duas versões do dinheiro do Tio Sam. O Euro continua bem cotado na Índia.

COSTUMES

Nos países asiáticos, devemos tomar muito cuidado com os costumes locais, para que nosso comportamento não seja inadequado diante da cultura local. Durante nossas viagens vamos encontrar muitas curiosidades, por isso não recomendamos viajar sem um conhecimento prévio.

A maioria da população segue o hinduísmo – 80%. Vacas, elefantes e macacos são sagrados. Entre no clima.

É preciso tirar os sapatos sempre que entrar num templo. Leve meias velhas, elas ficarão imundas. A Indo Ásia Tours oferece aos seus passageiros lencinhos de papel para limpeza dos pés a cada saída. Mas é sempre bom levar um gel de álcool para limpeza das mãos.

Não se detenha na pobreza,  aproveite a riqueza cultural.

Que tipo de roupa sugere-se levar?

 Para as mulheres, seria conveniente roupas que cobrissem os ombros e os tornozelos.  Isso não vai ser dificil, considerando que se você for durante o nosso verão, vai estar bastante frio por lá. Geralmente, as manhãs são muito frias, mas depois melhora ao longo do dia. No Rajastão, você pode vir a usar só short e camiseta à tarde. Depois que o sol se põe, a temperatura cai abruptamente. Cedo pela manhã, fica ainda bem frio.

 No sul da Índia o clima é bem mais ameno no período de dezembro a fevereiro, chegando a ficar agradavelmente quente em lugares como Chennai. De manhã, de modo geral, o ar fica bem frio e depois vai esquentando.

É divertido comprar e usar algumas roupas locais, como o kurta (tipo pijama) ou o sari para as meninas, e dhotis, lungis ou jotpuri suits para os meninos. Outra coisa bem prática é apenas usar um Xale (que vc pode comprar lá mesmo, na rua), jogado sobre os ombros quando estiver frio ou quando for visitar os templos.

Em relação ao item sapatos, recomendamos  três pares: 1) um par de sandálias havaianas para andar dentro do hotel , 2) um par de sapatos bem confortável e 3) um par de tênis fechados para os passeios e caminhadas.

As havaianas não são um bom calçado para andar na rua.

Algumas medidas, como a escolha do calçado adequado, podem nos poupar dissabores que, de outro modo, colocam em risco a experiência de desfrutar da viagem.

NÃO EXISTE A MALA PERFEITA, as pessoas têm necessidades diferentes. O mais importante é ser prático e viajar leve.

ELETRICIDADE

A voltagem na Índia é de 220 volts. Porém as tomadas são diferentes das nossas.  A maioria dos hotéis, normalmente, emprestam esses adaptadores caso você necessite mas, no caso de grupos, pode faltar na hora que se precisa.

É  prudente comprar um adaptador em alguma loja de quinquilharias.

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Tomada da Índia e Nepal

Regras de ouro para viajar pela Índia sem passar mal;

REGRA 1- Higiene: tenha sempre com você um álcool em gel para limpar as mãos, pois nem sempre os restaurantes oferecem sabonete.
REGRA 2- Jamais consuma água encanada: ela deve servir apenas para tomar banho (e nada de engolir a água no banho). Beba somente água mineral em garrafa lacrada e inclusive escove os dentes com ela.
REGRA 3- Durante sua estadia, opte por alimentos vegetarianos: a cultura indiana é vegetariana, logo existem centenas de opções de pratos vegetarianos para você experimentar. Isso eliminaria 100% de risco por contaminação da carne.
REGRA 4- Só consuma alimentos cozidos e fritos fora: alimentos cozidos e fritos terão suas bactérias eliminadas pela temperatura de preparação do prato. O que você não deve consumir em restaurantes: salada, sucos de fruta, frutas frescas e legumes frescos. Pois se eles forem lavados com a água encanada você vai se arrepender.
REGRA 5- Escolha os restaurantes de alto fluxo: não importa se o restaurante é caro ou barato, a melhor indicação para escolher um local confiável é o alto fluxo. Esse é um sinal de que o restaurante é apreciado pelos locais e de que as pessoas sempre voltam, além de garantir que os alimentos estão sempre frescos, devido ao alto fluxo de consumidores. E quem passou essa dica foi um local. A Indo Ásia Tours levará, durante os passeios os passageiros em  restaurantes confiáveis, com ótimo custo beneficio. 
REGRA 6- Esqueça o gelo: pois é bem provável que o gelo seja feito com água encanada . Então melhor não arriscar.

Comidas típicas pra você se esbaldar:

  • Samosa: é um tipo de pastel indiano frito, na maioria das vezes com recheio vegetariano e picante. Como ele é frito em altas temperaturas você pode consumir Mas se certifique que o recheio é vegetariano.
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Samosa de vegetais
  • Pães indianos: chapati, naan, paratha, poori, papadum, dosa (que está mais para um crepe), eles são todos deliciosos, geralmente são servidos quentinhos e fazem parte da rotina dos Indianos. Toda refeição vem sempre acompanhada de um pão que é lambuzado nos molhos e nos curries. Você vai adorar.
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Naan (pão)

No mais, viva intensamente e , com certeza, você vai voltar com a bagagem cheia de belas histórias para contar.

O que fazer em Kerala – Índia

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Kerala, conhecida como a terra de encanto é um destino que não se deve perder na vida e um dos mais  populares da Índia.

Bem vindos ao Kerala, um  estado indiano completamente atípico. O ritmo calmo da região, sua natureza exuberante e quieta, a lentidão dos rios e barcos que seguem seu caminho sem pressa somados com um povo tranqüilo e sorridente, fazem de Kerala uma exceção à regra indiana.

Kerala é bem conhecida pela sua vegetação, coqueiros e clima agradável. Este belo estado do sul da Índia é abençoado com uma costa do Mar da Arábia, rios numerosos, enseadas, colinas, montanhas, animais selvagens etc.

Kerala é a sociedade mais avançada da Índia: Com cem por cento de alfabetização, um bom sistema de saúde, com a  menor taxa de mortalidade infantil da Índia e taxas de expectativa de vida mais elevadas.  Pacífica e intocada, Kerala é o estado mais limpo da Índia.

História

A história de Kerala está intimamente ligada com seu comércio, que até tempos recentes girava em torno de seu comércio de especiarias. Celebrado como a Costa Spice of India, antiga Kerala foi palco para os viajantes e comerciantes de todo o mundo, incluindo os gregos, romanos, árabes, chineses, Português, Holandês, Francês e os britânicos. Quase todos eles deixaram sua marca nesta terra, de alguma forma ou de outra – arquitetura, gastronomia, literatura.

No entanto, poucos brasileiros sabem que foi lá que um velho conhecido nosso começou a construir sua fama de descobridor: Pedro Álvares Cabral. Foi ele quem, em 1503 e logo depois de descobrir o Brasil, fundou em Kochi a primeiríssima colônia européia na Índia. Assim nasceu Fort Cochim, a porção norte na costa de uma península da cidade. Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

Os portugueses dominaram a região e o comércio local até 1663. Depois vieram os holandeses e sua Companhia das Índias Orientais exercer seu domínio em Fort Cochim. Por fim, eles fizeram um acordo com o Império Britânico, que tomou também a Índia inteira.

Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

O que fazer em Kerala?

Passear nos Backwaters

Tudo é verde, exuberante e tranqüilo nos Backwaters em Kumaracom, estado de Kerala. As casas-barco são antigos barcos de transporte de arroz e demais mercadorias que seguiam para os portos e que hoje são atração turística.

Andar pelas ruas de Fort Kochi

Fort Kochi é o bairro antigo da cidade, alvo de turistas e o lugar ideal para andar de bicicleta por suas ruelas cheias de lojas, galerias de arte, cafés e livrarias uma delicia. Aí você encontrará absolutamente qualquer coisa que tenha visto na Índia e queira levar para casa tecidos, jóias, chás, temperos e  antigüidades.

Fort Cochin deve ser explorada a pé, e lentamente, para estudar suas ruas laterais e becos. Desta forma, eu descobrir as suas lojas do velho mundo, cafés, bungalows e estruturas do património imponente, como o Palácio Holandês com seus elementos finos da arquitetura colonial e Kerala.

Vários cafés despretensiosamente arrumadinhos pipocam nas ruas estreitas e movimentadas de Kochi, junto com lojas de roupas hippies que vendem também caderninhos de material reciclado.

Conhecer as redes chinesas

Um presente do imperador chinês para Fort Cochim no século 14, as tradicionais redes de pesca chinesa são utilizadas até hoje pelos pescadores locais. As redes também são um dos atrativos da cidade, ainda que hoje bastante turístico.

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Igreja de São Francisco

Fort Kochi ( Perto de Fort Kochi Praia ). Aberta diariamente das 7 às 19h. Construída por portugueses em 1503 foi o local de sepultamento de Vasco da Gama (seus restos mortais foram posteriormente transferidos para Lisboa). Seu túmulo pode ser visto dentro da igreja. A igreja tem um grande cemitério que serve como descanso para muitos oficiais do exército português e soldados. A igreja é a única Igreja Católica não demolida por holandeses e foi entregue aos britânicos que a transformaram em  igreja anglicana. Um grande memorial de guerra pode ser visto em seu quintal para honrar os soldados desconhecidos que sacrificaram suas vidas na 1a Guerra Mundial. 

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Clima

Kochi tem um clima tipicamente tropical. As temperaturas variam entre 30°C e 35°C durante o dia e cerca de 24°C durante a noite

Em fevereiro,  a Indo Ásia Tours levará um grupo para o Sul da Índia, com saída dia 18/02/2017 do Aeroporto de Guarulhos

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Os olhos dos indianos brilham!!! (por Andrea Ribeiro)

 

Minha curiosidade pela Índia nasceu na infância quando assistia ao desenho animado “As aventuras de Jonny Quest”, que era o personagem principal da história e filho do Dr. Quest, um cientista que trabalhava para o governo britânico em prol do planeta.

O Dr. Quest adotou um menino indiano chamado Hadji, que vivia de turbante branco e virou irmão adotivo de Jonny Quest, que aprendeu em seu país a fazer mágicas de desaparecer objetos, o que para mim era um mistério total….e a cada aventura me despertava mais fascínio e curiosidade por este país tão exótico.

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Aos 20 anos, decidi morar em Londres, para estudar ingles e trabalhar, onde me deparava com indianos em cada esquina. Mas eu tinha um propósito, juntar economias e ir para a Äsia, o que consegui e parti com uma amiga para a viagem mística e fascinante rumo a Índia, Nepal e Thailandia.

Desembarcamos em Delhi, capital da Índia. Tudo era novidade e aos poucos eu me perdia nas cenas inusitadas, marcadas por contrastes, como os palácios de marajás e edifícios recém-construídos. País extremamente colorido, as cores me inspiravam, anestesiavam, trazendo sensações, emoções e sentimentos, que estimulavam todos os meus sentidos. No bom sentido, pirei na Índia!

Mulheres vestidas de saris, animais (vacas, camelos e elefantes) disputando o asfalto, um trânsito caótico, onde carros, motos, rikishaw, tuk tuk… entrelaçavam-se no pouco espaço das ruas.

De trem partimos para Agra e Rajastão (Jaipur, Udaipur, Jodhpur, Pushkar). Compramos tickets em cabine da classe economica, pois tínhamos pouco dinheiro. O turismo praticamente havia começado e a infra-estrutura não era como é agora.

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Esperando o trem e fazendo um social com uns gringos. Olhem a curiosidade dos indianos.

Iniciamos a viagem sozinhas, nos acomodamos na cabine que não tinha portas e não sabiamos que nessa classe aquele lugar não seria privativo. Ao acordar deparamos com vários rostos, com os olhos mais curiosos e brilhantes nos olhando. Eram homens, mulheres e crianças, , com os olhares mais docéis e brilhantes que eu já havia visto. Eles se espremiam, sentados nos maleiros, em cima de nossas cabeças e na pontinha do banco, próximos aos nossos pés, como se numa atitude de não querer nos incomodar. Tempos depois refletimos que talvez aqueles lugares que deitamos, seriam os lugares deles sentarem mas que, com sua humildade, nos cederam e velaram nosso sono.

Foi uma sensação surreal!

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Da esquerda para a direita eu, Evelyn e Giuliano ( um italiano que conhecemos) no trem

Em Agra, deparei-me com o Taj Mahal, Até hoje sinto a grande emoção vivida quando transpassei o portão e vi o palácio mais famoso do mundo construído em nome de um grande amor. O grande imperador Mongol Shah Jahn decidiu construir o monumento em homenagem à sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, que faleceu em 1631, após o parto do decimo quarto filho. Mais de 20 mil operários trabalharam na obra, ao longo de 12 anos de sua construção. Éramos praticamente nós e um monte de indianos coloridos e felizes.

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Ao viajar para a Índia, você deve preparar seus olhos para enxergar além do superficial. Você vai ver a pobreza, caos do transito mas também verá olhos mais brilhantes e alegria sem igual.

Depois seguimos explorando as cidades incríveis do Rajastão: Jaipur (a cidade rosa), Jodhpur (a cidade azul), Udaipur, (cidade dos lagos) e o magnetismo de Pushkar em torno de um lago sagrado.

Continuamos viajando por 45 dias e visitamos Bombay, Goa, Mumbai, Bangalore, Madurai, Madras, Puri, Calcutá e Varanasi.

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Eu a direita e uma turma que conheci no trajeto

A Índia é a mais forte das lições de vida, um lugar que nos muda para sempre, que nos faz analisar a nossa realidade e perceber que temos tudo, mas que esse tudo não é fundamental para nos trazer felicidade, pois os indianos tem tão pouco e são felizes.

A Índia mexe com todos os seus sentidos, ela precisa ser vista, tocada e sentida.

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eu em 2015, na Índia, durante o Holli

O que tirei de lição? Muito, mas pouco relacionado com o que esse povo tem para dar. Por isso voltei mais cinco vezes e estou com viagem programada para 2017 e mesmo 30 anos após a primeira visita, ainda posso me deparar com a mesma ternura e os mesmos olhares brilhantes e curiosos como da primeira vez. Isso é a incrível Índia.

Andrea Ribeiro (Fotógrafa)

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Fotos que tirei em viagens à Índia

Motivos para viajar para Índia

Se passou pela sua cabeça que viajar pela Índia seria uma loucura, vamos listar alguns motivos que o farão analisar que a Ásia pode ser seu próximo destino inesquecível.

Animada, exótica, cultural e colorida.  Se você está em busca de um destino absolutamente intenso para suas próximas férias?  Encontrou..

https://www.facebook.com/andrearibeirofotografa?fref=ts

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1. Varanasi

É um dos destinos mais sagrados da Índia . Varanasi significa Porta do Céu, o local que dá acesso à vida eterna, o último e mais desejado estágio da existência para a religião hindu.

Fundada há cerca de 2500 anos, Varanasi é o retrato da Índia em estado bruto, uma cidade onde encontra toda a religiosidade no máximo esplendor, celebrada em cerimônias lindíssimas a beira do Rio Ganjes.

Todos dias, os indianos de Varanasi fazem uma cerimônia em homenagem ao rio Ganges, conhecida como Ganga aarti, que acontece pouco depois do pôr-do-sol, por volta da sete horas da noite.

A Índia, sempre a “mãe” Índia revelando sua doce face da devoção. Uma dessas faces é o Aarti , palavra  hindi ,  também escrita Arathi, Aarthi (do sânscrito), um importante ritual  religioso Hindu de adoração, uma forma de puja (oferenda), no qual a luz de lamparinas (deepas) com pavios embebidos em ghee (manteiga purificada) ou a cânfora é  oferecida as águas do Ganges para mãe Ganga, nome pelo qual é chamado o Rio Ganges que os hindus consideram  uma divindade(a Deusa Ganga).

2. Mercado de Varanasi

Marcado pela confusão típica dos centros de atividade das cidades indianas, numa simbiose entre um delicioso encanto e o mais puro caos. Lassis, chamuças, sucos de fruta, bancadas de verduras, vendedoras de flores e de artesanato formam um quadro cromático que não mais esquecerá.

3. Apreciar a arquitetura histórica

Índia tem um patrimônio arquitetônico de grande valor, muitos monumentos são declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO. Alguns deles: Taj Mahal, o Forte de Agra, o túmulo de Humayun, arte rupestre em Bhimbetka, o grande monumento Budista em Sanchi, os templos de Khajuraho cavernas, Ellora, o parque arqueológico Champaner Pavagarh, os monumentos de Hampi, templos de Chola, igrejas e conventos de Goa entre outros.

4.Fazer compras

Índia é um lugar especial para fazer compras. A cultura artesanal rica para desfrutar e obter jóias, arte artesanal, área têxtil -especialmente roupas trabalhadas – em seda, tapetes, especiarias, pedras e gemas preciosas.

DLF EMPORIO MALL Todas as tops labels internacionais reunidas em luxuosas alamedas. Mas nossos olhos estavam ávidos a procurar produtos indianos, ninguém queria saber de marcas, e descobrimos o último piso do shopping, cheio de lojas locais, roupas, acessórios, jóias  JANAVI foi a loja que mais compramos, pashminas super exclusivas, echarpes lindíssimas, roupas incríveis. Mas este shopping só vale a pena depois de ir nas lojas abaixo e se sobrar tempo.  Ele fica mais afastado. Endereço: 323, Nelson Mandela Marg, New Delhi. http://www.dlfemporio.com

KHAN MARKET Um mall a céu aberto com lojinhas incríveis para todos os gostos, pra mim o lugar mais legal para compras em Delhi. Aqui, algumas dicas das lojas mais legais, mas vale percorrer todo o mall,tem muita coisa bacana para garimpar. Endereço: Rabindra Nagar. www.khan-market.com

Good Earth, essa loja de dois andares de coisas pra casa é um sonho, o difícil é escolher coisas fáceis de transportar , dá vontade de trazer tudo e mais um pouco.No segundo andar você encontra roupas super transadas e descoladas. www.goodearth.in

Fabindia Roupas em algodão e coisas pra casa, destaque para as toalhas de mesa, almofadas, jogos americanos e um mundo de coisas lindas. www.fabindia.com

SANTUSHTI SHOPPING ARCADE Outro mall a céu aberto, menor que o Khan Market, mas com lojinhas muito especiais,  em duas horas dá para percorrê-lo todo. Fica na área militar da cidade, vá com um carro que te espere, o acesso para táxis é bem chapinho. Endereço: Chanakyapuri.

Dicas 

É nessa hora que o ocidental mais erra. Não se pode, é claro, cair na tentação precipitada de mostrar interesse logo de cara pelo produto que quer levar. A negociação para o indiano é como uma dança: não se executa o grand finale sem antes ensaiar alguns movimentos.

Antes de abordar o objeto desejado, pechinche um descansa-copos, um guardanapo ou um corta-unhas. Só depois é hora de partir para o prato principal, o clímax da negociação, o que realmente quer levar para casa.

Esse é o momento mais delicado, pois é considerado heresia pelo código de conduta local simplesmente perguntar o preço e levar o objeto embora. Primeiro porque o produto estará duas, três, dez vezes mais caro do que o normal. Segundo porque o vendedor vai se sentir ofendido. Não negociar é mais do que jogar água no chopp do indiano. Significa que ele poderia ter cobrado a mais pela mercadoria.

Porém, também é falta de educação oferecer um preço muito baixo. Nesse caso, ele ficará ainda mais ofendido, ao pensar que seu produto foi avaliado como de má qualidade. Não existe fórmula. Mas oferecer a metade do valor pedido é o comportamento mais aceito pelas normas de etiqueta da Índia.

Após cerca de duas horas, cinco ou seis chais e um soco no estômago da paciência, você sai da loja feliz por ter pago “super barato” por um produto “que custa vinte vezes mais caro no Brasil”. Enquanto isso, o indiano-vendedor sorri por ter vendido a mercadoria por, pelo menos, o dobro do que havia planejado.

Acompanhe mais informações no próximo POST

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A empresa que mais entende de Ásia no Brasil

 

 

Ásia – Prontos para embarcar nessa viagem?

Prontos para embarcar, para os destinos mais fascinantes do continente asiático?

Não há dúvida de que as pessoas gostam de visitar novos lugares e descobrir os melhores destinos no mundo para escapar e experimentar uma forma diferente de vida. Se você tem um desejo de conhecer lugares incríveis e ganhar experiência maravilhosas durante a viagem, então você deve considerar uma viagem à Ásia.

A Ásia nos convida diariamente a conhecer o novo e ampliar o olhar para o desconhecido sem medo. A cultura de cada país desse continente é singular e rica em detalhes super interessantes e é isso o que move a nossa curiosidade.

Vamos nessa?

“A cara da Índia”  by Andrea Ribeiro