Curiosidades sobre o Butão, país da felicidade

O nome oficial do país é Reino do Butão. A palavra Butão significa no idioma local “Terra do Dragão”.

A BANDEIRA

O dragão, no centro da bandeira butanesa (imagem acima), representa o nome do Butão em tibetano, que é “Terra do Dragão”. O laranja representa a religião budista e o amarelo representa a monarquia secular.

A paisagem natural do país é maravilhosa

Conhecido como o país mais feliz da Ásia, o Butão é um pequeno país, menor que o Rio de Janeiro, localizado no sul do continente asiático, que faz fronteira com a China, Índia e extremo leste da Cordilheira do Himalaia. Sua paisagem é montanhosa, com picos que atingem mais de 7 mil metros de altitude e vales densamente florestados.

Turismo Controlado Para Conhecer o Butão

O Butão começou a abrir as portas para o Turismo em meados de 1970. A abertura, foi gradual e até hoje o Butão ainda é um país pouco visitado. A principal razão para o controle de visitantes é que o país se preocupa muito com a preservação da natureza e com a cultura local e prefere manter o turismo bem controlado evitando, com isso, a massificação. O objetivo do governo é e ter um turismo de alto valor e baixo impacto. Veja aqui nesse post da Liany Garves, que mora no Butão, como o país ganha com isso.

Visto

Basicamente, para uma viagem para o Butão você precisa de um visto, esse visto só é concedido por meio de uma agência de viagens e somente quando essa agência apresenta ao governo os comprovantes de pagamento de todo o pacote da sua viagem. Não, não tem como fugir do pacote. E o pacote tem um preço tabelado. Além disso, a agência precisa informar o roteiro para obter uma route permit, uma autorização para você rodar pelo pais. Parece complexo? Na verdade é bem simples.

O primeiro passo para você conhecer o Butão, é escolher uma agência de viagens e um roteiro que te agrade. Nós compramos o pacote quando estávamos em Kathmandu, no Nepal. Correu tudo bem e foi uma viagem bem tranquila.

Turismo independente não é permitido no Butão e como existe um custo diário mínimo estabelecido pelo governo e este valor não é muito baixo, também não é um destino para mochileiros nem para ninguém que esteja mais preocupado em economizar.

O motorista e o guia ficam sempre à disposição e hospedados nos mesmos hotéis que os turistas, mas o roteiro geralmente dispõe umas 8hs de serviço por dia. Os carros são bem bacanas. O nosso foi uma SUV, novinha, mega confortável.

Não é possível visitar as atrações sem guia, nosso guia foi o Karma Ghaley, uma pessoa muito amável e atenciosa, que não poupou esforços para que ficássemos felizes.

Fuso Horário:

O Butão está nove horas à frente do Brasil.

Quando ir. 

A melhor época para visitar o Butão é novembro ou na primavera de abril a maio, quando . têm o florescimento dos rododendros e outras flores, tudo fica mais lindo.

Moeda:

Ngultrum (BTN) é a moeda oficial do Butão. É possível comprá-la na chegada, no aeroporto de Paro – único do país -, mas não é preciso comprar muito. Compre o Ngultrum para cobrir despesas com: bebidas alcoólicas, cafés, lanches, gorjetas, táxis, jantares extras e suvenires. Não se pode contar com cartões de crédito no Butão. Para cotações atualizadas, acesse: http://www.oanda.com.

Como as refeições estão inclusas em seu roteiro, os gastos dependerão da quantidade de souvenires e lembranças você vai querer trazer na mala.

A ARQUITETURA DO PAÍS

Para quem visita a região, uma das principais atrações é a arquitetura local: os prédios e casas do país são verdadeiras obras de arte, com diversas pinturas de dragões, desenhos de flores, portais e rodas da sorte.

O mais interessante é que as casas butanesas são feitas de bambu, barro e madeira. As portas e janelas são decoradas com motivos animais, florais ou religiosos.

As casas são construídas em três níveis: o gado e outros animais vivem no andar térreo, o sótão é para armazenar feno, legumes secos e carne, o andar superior é reservado para a vida familiar .

LINGUA

O idioma oficial é Dzongkha do Butão, mas muitas regiões manter seus dialetos nativos, devido ao seu isolamento. Independentemente de Dzongkha, Inglês ensino de línguas é praticado em cidades.

CURIoSIDADES

O Butão e a Tailândia são os últimos reinos budistas do mundo.

O Butão foi o primeiro país do mundo a banir totalmente o tabaco. Acredite, se quiser, mas vender cigarro é considerado crime no pequeno reino do Himalaia, mas não se estresse, você pode levar o seu cigarro durante a viagem.

Imagens fálicas pintadas em todo lugar

Uma das imagens mais comuns no país, seja em pinturas ou esculturas é a do pênis. É possível encontrar desenhos do órgão sexual masculino até na entrada das residências mais simples.

Segundo o blog Mochila a Dois, ” tudo começou devido a um líder religioso, ou Lama, chamado Drukpa Kunley ou o “Louco Divino”. Ele era conhecido pelas suas maneiras unortodóxas de levar seus seguidores, principalmente mulheres, à iluminação. Ele levou mais de 5000 mulheres ao ponto máximo da vida com o seu… bem, você sabe do que eu estou falando, né? Hoje, ele é reverenciado como o Santo da Fertilidade. Um monastério, ou Lhakhang em Dzongkha, em Punakha é dedicado à ele, chamado Chimi Lhakhang.”

Você vai ver imagens fálicas por todos os lados

Maconha, no Butão, cresce como mato

Outro fato bastante curioso: pés de maconha são encontrados em tudo quanto é lugar no Butão, seja nos jardins das residências, beira de estradas ou plantações para “fins recreativos”. Um dos hábitos do Butão é alimentar os porcos com a maconha, que nasce na beira da estrada, livremente. A população acha que essa erva faz os porcos dormirem e, assim, eles ficam mais gordos.

10 razões para conhecer o Butão

1- Isolamento

Butão é um país que parece ter parado no tempo, resistindo a todas as transformações do mundo globalizado. Em seu território, você não encontrará nenhuma rede de fast-food, outdoor com grandes marcas, ou qualquer outra imagem comum em países do Ocidente. Esse isolamento faz com que o país tenha um cenário único, que pode ser visto tanto nas roupas como nos costumes e na arquitetura.

2- Turismo guiado

O turismo é uma das principais atividades econômicas do Butão. Por isso, é possível encontrar diversas opções de passeios turísticos guiados e personalizados de acordo com suas exigências e preferências.

3- Pessoas

A população do Butão, apesar de suas dificuldades financeiras, é incrivelmente amigável, respeitosa e hospitaleira. Em geral, o turista é tratado como um convidado de honra dos butaneses, que fazem de tudo para agradar e causar uma boa impressão.

O povo não apresenta os sinais de estresse, pressa e impaciência, tão comuns no ocidente. A qualquer pergunta do tipo: “posso fazer isso?”, eles respondem invariavelmente o mesmo:
“se isso te faz feliz, sim”. Acreditam que a mente, fala e corpo tem de estar em harmonia.

4- Gross National Hapiness ou Felicidade Interna Bruta

Criado pelo rei Jigme Singye Wangchuck, em 1972, o Gross National Hapiness ou Felicidade Interna Bruta, como resposta às duras críticas que a economia do país recebia. Este índice tem o objetivo e assume o compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseando-se nos valores budistas.

O conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) aponta que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o material são simultâneos. Nesse sentido, os pilares do FIB são: desenvolvimento educacional para inclusão social, preservação e promoção dos valores culturais, resiliência ecológica com base na sustentabilidade, preservação dos valores garantindo a vitalidade comunitária, saúde, potencialização do padrão de vida e diminuição da jornada de trabalho visando o tempo livre e lazer.

5- Natureza

Butão possui paisagens de tirar o folego: são diversos rios de água cristalina, montanhas com picos nevados e florestas recheadas de animais — incluindo alguns que, até pouco tempo, eram considerados “mitos”, como o panda vermelho. Estima-se que mais de 70% do território do país esteja preservado.

6- Festivais e Cultura

Além da beleza natural, um dos maiores atrativos do Butão são os festivais culturais que trazem danças e músicas tradicionais da região. Entre os diversos festejos, destaque para o Thimphu, que acontece no início do mês de outubro e atrai muitos turistas.

Festivais

7- Roupas

Ao desembarcar no país, é possível que você se sinta em outro mundo, uma vez que as roupas dos butaneses são bem diferentes e coloridas. Os homens se vestem com o Ghô, uma espécie de Kimono feito de algodão e bordado, que vai até a altura dos joelhos. Nas fortalezas, utiliza-se um tipo de echarpe de algodão bruto que simboliza o serviço civil. As mulheres, por sua vez, usam a Kira, uma roupa que lembra uma canga no corpo e é complementada por uma blusa e uma echarpe.

Trajes Butaneses

8- Templos e fortalezas

Para conhecer os imensos templos e fortes de Butão, turistas do sexo masculino precisam vestir calças compridas, enquanto as mulheres devem cobrir os ombros e pernas em sinal de respeito à bandeira Butanesa. Considerados verdadeiras obras de arte, os fortes são todos feitos em madeira, com muitos detalhes e pinturas à mão. Seu interior é um labirinto, que era usado como estratégia de defesa contra invasões. Um dos templos mais famosos é o Ninho do Tigre, que tem uma beleza indescritível e fica localizado na borda de um penhasco perto da cidade de Paro.

Ninho do Tigre

9- Comida

No Butão a comida baseia-se em arroz, batatas, “ema” (pimenta), queijo e peixe de água doce. Alguns dos pratos mais apreciados pelos butaneses são o “emadatshi” (queijo branco com pimenta), “sikam pa” (carne de porco seca), “shakam pa” (carne de boi seca) e
batatas ao curry – influência da culinária indiana. Sanduíches e doces só são encontrados em hotéis e lanchonetes turísticas. Entre as bebidas típicas há o chang, a cerveja local e o arra, que é um licor muito particular, pois é destilado do arroz, do milho e do trigo.

10- Espiritualidade

Em Butão a espiritualidade está em todas as coisas. Todos os locais sagrados do país possuem tapetes para a prática da meditação e do agradecimento, sempre com a presença de incensos para deixar o ambiente ainda mais tranqüilo. Uma vez que a principal religião dos butaneses é o budismo, que inspira a calma e a felicidade, trata-se de um lugar capaz de trazer paz interior ao turista.

Fontes: Wikipédia, Superinteressante, G1, Nômades Digitais, Adventure Club  e Mais Curiosidades.

Curiosidades e Dicas sobre o Nepal

O Nepal é um pequeno país asiático, do tamanho do estado do Ceará (Brasil), que fica entre o Tibeth (China) e a Índia. Sua capital é Katmandu.

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Como chegar no Nepal

Não existem vôos diretos saindo do Brasil. As principais cias aéreas que voam do Brasil para o Nepal são a Turkish Airlines e a Qatar Airways, sendo necessário fazer escalas no caminho.

Idioma:

O idioma é o nepales e muitos conseguem falar  o inglês, daquele jeito.

Melhor época para ir 

De fevereiro a abril é  primavera, a segunda melhor época do ano, principalmente para fazer trekking. A poeira pode atrapalhar um pouco na visibilidade das montanhas.

De maio a junho é o período mais quente do Nepal (verão),  com temperaturas altas. 

De junho a setembro as monções (chuvas) castigam o país. Não escolha essa data para viajar

De outubro a dezembro é outono do Nepal e a melhor época para conhecer o país e fazer trekking, já que as chuvas do período anterior fizeram toda poluição e poeira baixar.

Entre dezembro e fevereiro é o inverno do Nepal. Os céus estão mais limpos, mas as temperaturas podem ficar negativas.

Transporte

As estradas no Nepal são ruins, esburacadas e muitas não são asfaltadas.  O transporte público um caos, mas felizmente existem carros e ônibus exclusivos para turistas. Tuk Tuks e taxis existem aos montes pela cidades grandes, pergunte antes o preço e barganhe.

Moeda

A moeda local é a rupia nepalesa.  

A moeda brasileira não é trocada nas casas de câmbio do país. Os ATMs são achados, com mais facilidade, em Kathmandu e Pokhara. Os cartões de créditos são aceitos em boa parte das lojas, principalmente de trekking e  restaurantes.

Regime político

O Nepal foi uma monarquia absolutista até 2008, ano em que o país aderiu ao sistema republicano.

A população

O Nepal é um país pobre, com aproximadamente 30 milhões de habitantes.  Noventa por cento da população, trabalha na agricultura e os índices de analfabetismo beiram os 80%.

O país tem vários grupos étnicos, tais como o Magar, o Newa, o Sherpa ou o Tamang entre outros, como o Nepali, o mais importante e numeroso.

Conhecido no mundo todo como sherpas (ou xerpas), os membros dessa etnia são famosos por ganhar a vida como carregadores de bagagens de alpinistas. Um sherpa foi o 2º homem a escalar o Everest.

Monte Everest, também conhecido no Nepal como Sagarmāthā e no Tibete comoChomolungma, é a montanha de maior altitude da terra. Seu pico está a 8.848 metros acima do nivel do mar.  O monte está localizado na cordilheira Mahalangur Himal, no Nepal.

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 Religião

A religião hindu é a mais numerosa, com quase 80%, depois vem os budistas e os muçulmanos.

Buda

Sidarta Gautama, o Buda, nasceu em Lumbini, no território do atual Nepal.

 Iaque

O tipo de bovino mais comum nas montanhas altas do Himalaia e em boa parte da Ásia é o iaque. Os habitantes do Nepal utilizam quase tudo nesse animal, inclusive os longos pêlos, que os protegem do frio. O iaque é ainda com frequência usado como animal de carga.

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Segurança no Nepal

O Nepal é um país seguro, mas como em qualquer lugar do mundo golpes podem acontecer,  como a venda de pedras preciosas na rua ou crianças vendendo leite. 

Visto

O visto de turista é obtido na chegada a Kathmandu e custa 25 dólares para 15 dias, 40 dólares para 30 dias e 100 dólares para 90 dias. Os valores devem ser pagos em dólares – cartões de crédito e outras moedas não são aceitos.  Leve uma foto 3×4 que será entregue ao departamento de imigração.

Vacina

O Nepal também exige o certificado internacional de vacina contra febre amarela.

Comida:

Apimentada, a culinária local praticamente se resume a arroz, sopa de lentilhas ecurry de vegetais mas o turista em Kathmandu tem opções de restaurantes que servem pizza, cardápios árabes e é possível comer o que há e melhor e mais diferente da culinária nacional. Há muitos restaurantes que oferecem rodízio de comidas típicas de países vizinhos, como comida tibetana, indiana e butanesa.

Dicas:

Pizzaria Fire and Ice

Uma pizzaria moderna que serve uma pizza muito boa. Ótimo atendimento. Tem outras opções e um gostinho italiano em cada prato. As referências quanto a higiene são muito boas. Delícia de lugar. Tenha paciência pois costuma lotar. Vale a pena

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Um lugar com boa comida a preços convidativos. Experimentem o Homus, falavel e o pão Nan. Tem Wi-Fi e tomadas para carregar celulares. Lugares disponíveis somente para sentar no chão, em almofadas, mas vale a pena.

Atenção: Não coma na rua, não tome água da torneira e sempre verifique o lacre das garrafas.

Bebidas

As cervejas Everest e Gorkha são umas das mais baratas e leves que têm no mercado local. O chang, uma cerveja tibetana chamada de” néctar dos deuses,” também é muito famosa. Em Kathmandu existe variedade de bebidas destiladas, tais como Vodka, Whisky e outras bebidas conhecidas em pequenos mercados ou lojas de conveniência.

Bandeira do Nepal é a única bandeira nacional que não apresenta o formato de retângulo ou quadrado.
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Significado da Bandeira:

Os dois triângulos representam a Cordilheira do Himalaia e as duas principais religiões do país: o hinduísmo e o budismo. A lua representa a Casa Real, enquanto o sol simboliza um ramo da Dinastia Rana, dinastia que dirigia o país desde antigamente até 1961. A cor vermelha da bandeira é relacionada à cor do rododendro, planta muito encontrada na região do Himalaia e um dos símbolos do país (o vermelho também é sinal de vitória em guerra), enquanto oazul representa a paz.Também se diz que o sol e a lua representam o desejo de que o Nepal dure tanto quanto estes corpos celestes. Estes símbolos tinham caras até a reforma da bandeira em 1962, quando foram retiradas para modernizá-la.

Desvendando a Índia – parte 1

Ladakh e Leh

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Quem vive no Ocidente pode ter um preconceito quanto a realizar uma viagem à Índia mas que ousa, quem se permite, com  certeza vai se surpreender.

Uma das civilizações mais antigas do nosso planeta, a Índia é um país de contrastes. A diversidade de línguas, hábitos e modo de vida não impedem que haja uma grande unidade na cultura do país.

Muita coisa causa estranheza à nós do ocidente, pois são muitos Deuses, símbolos e muitos rituais. A maioria é relativo ao Hinduísmo, que ainda é a religião com mais seguidores na Índia, seguido pelo Islamismo e o Budismo. O Hinduísmo é tão antigo quanto a civilização da Índia, tanto que a palavra “hindu”é erroneamente usada para dizer “indiano” e toda a simbologia é vista pelos outros países como se representasse a própria Índia.

A Índia é a terra onde nasceu Buda e onde o Budismo começou. Abaixo você pode ver um video sobre Ladakh, (Little Tibet) que fica no Norte da Índia. É a Índia que a maioria dos ocidentais não conhece…

Ladakh é conhecida como a terra dos monges e mosteiros e com razão. Spituk é um dos muitos mosteiros da região, que é famoso pela sua localização muito bem esculpida no topo de uma colina . Com montanhas próximas de ser muito mais alto, a localização não é exatamente um ponto de vantagem, mas a vista do mosteiro ainda é bastante surpreendente.Os ventos na noite, no entanto podem relaxar-lo para os ossos.

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Spituk Gompa vai te hipnotizar com a sua bela localização (Créditos de imagem: Koshy)

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