Viagem para a Índia – sonho de adolescente

Viagem para a Índia – sonho de adolescente

Ir para a Índia era um sonho que nasceu na adolescência. Na verdade eu sempre adorei viajar, principalmente para muito longe do Brasil, mas minha família não tinha esse hábito e também não deixava que eu viajasse com amigos porque tinham medo que algo de ruim pudesse acontecer. Todas as férias passávamos em nossa casa de praia em Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Certa vez, num carnaval, meu pai alugou essa casa para o Oswaldo Brandão, famoso treinador do futebol brasileiro, e quem foi acertar o negócio em minha casa foi seu filho Márcio Brandão. Eu tinha 14 anos e quando vi aquele moço alto, moreno, lindo e de bata branca indiana, fiquei encantada e pemaneci ali na sala cheretando o encontro e fazendo mil perguntas para o Márcio. Ele contou que não ia para a praia porque passaria um tempo na Índia, estudando e meditando e essa informação me deixou louca. Como assim? Índia? Eu não sabia nada sobre a Índia, exceto que era muito longe e completamente diferente de tudo o que eu pudesse imaginar. Acho que minha imaginação e vontade de ter essa experiência única e longínqua me fez criar esse sonho e também fazer o Márcio prometer que me mandaria um cartão postal de lá. Mais de uma ano depois recebi o cartão postal conforme prometido em 1975.
(segue a imagem do cartão no anexo)
Muitos anos se passaram e meus primeiros passos de independência aos 20 e poucos anos sempre me levaram a conhecer países da Europa, lugares nos EUA e também muitos estados brasileiros. O sonho de conhecer a Índia veio em 2013, quando Andrea Ribeiro amiga querida, me fez o convite. Confesso que fiquei com muito medo, mas era tão perfeito ir com ela, Eulina e Denise (mãe e irmã da Andrea) que me senti em família. Além disso, o cuidado e proteção da coordenadora Cristiane Eshana Ferraz Cury da Indoasia foi impecável e fundamental para o nosso bem estar. Foi uma grande alegria conhecer a Índia com olhar de criança, sem julgamentos, experimentando todos os diferentes e picantes sabores, aroma de jasmim dos colares de boas vindas, o cheiro forte do lixão a céu aberto, a doçura e curiosidade do povo, e principalmente, o sentimento de unidade, de sermos um, mesmo com tantas diferenças. Na Índia o povo ora para tudo e para todo mundo. Nos templos eu perguntava para o que estavam orando e me respondiam: pela paz universal, pelo fim da pobreza, enfim, orações voltadas ao outro, ao coletivo.
Depois da viagem eu a chamo de mãe Índia e com amor de filha um dia volto pra esse colo quente e colorido.
(foto da minha alegria colorida na Índia)
foto linda marina.jpg
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