“Os olhos são o espelho da alma”

Devo agradecimentos a duas pessoas muito queridas que me convidaram para uma viagem à Ásia, continente conhecido pelos templos e pela espiritualidade.

Meu marido, na época namorado, me convidou para conhecer o Nepal e depois a Tailândia e outros recantos que me encantaram pela divergência de valores e pela profundidade de suas crenças.

Durante minha visita a um templo de Catmandu – Nepal, me lembro de ter ficado surpresa ao ver posições do Kamasutra no teto do local, o que me levou a perguntar ao guia: “Aqui é permitido pinturas sexuais num templo”? Ele me respondeu sorrindo: “Por que não seria, a sexualidade é divina”.

Foi uma viagem interna intensa e um entendimento profundo do tamanho da repressão de nossa sexualidade imposta pelas crenças da comunidade judaico-cristã no ocidente.

Bem mais tarde em 2013, fiz uma viagem à Índia, à convite da minha filha Andrea, visitando várias cidades do sul, além de Nova Delhi e Agra.

A palavra Índia significa “rio”, do Vale do Rio Hindu, antiga civilização de rotas comerciais históricas e de vastos impérios.

O nome Índia já me emocionava por se tratar de descobrir uma cultura estrangeira que iria me revelar aquilo que eu tanto buscava, um sentido para nossa existência humana.

Absorver uma espiritualidade que me aplacasse e que desse sentido a tudo o que eu vinha experienciando nesta curta passagem.

A cultura Indiana está marcada por um alto grau de sincretismo e pluralismo; os indianos tem conseguido conservar suas tradições e, ao mesmo tempo, que absorvem novos costumes, tradições e idéias de invasores e imigrantes, estendem sua influencia a todos aqueles que a conhecem.

Apenas por curiosidade, nosso índio é que vem da Índia, quando Colombo chegou às Américas, pensava que tinha atingido a Índia e a partir daí nomeou os seus habitantes.

Minha impressão inicial foi de um choque cultural tão grande, que me paralisou, me deixando sem palavras, meio atônita. Muito cheiro, muito barulho, muita cor e os olhos das pessoas, ah! os olhos de um brilho tão intenso e com tanta vida e amorosidade, que fiquei fascinada. Depois de integrar e trabalhar a inundação de diferentes e fortes emoções, posso dizer que o que mais gostei na Índia foi o contato ocular com as pessoas.

Como atualmente aqui no ocidente as pessoas geralmente apresentam muita dificuldade em olhar e se deixar olhar pelo outro, a intensidade do olhar, principalmente das crianças, por sua curiosidade e espontaneidade, me emocionaram e me tocaram de tal forma que me fizeram questionar porque temos tanto medo de olhar e ser olhado.

Presos à tecnologia, à imagem, ao cinema, à TV, ao celular e outros artefatos midiáticos, ficamos passivos e ameaçados à entrar numa viagem de estar 100% em contato com o outro. Temos medo do outro ou de ver como o outro nos vê? Temos medo de sermos tocados pelo outro? Digo tocados emocionalmente, e de ficarmos expostos aos nossos sentimentos que levamos um grande tempo para aprender a esconder, dos outros e de nós mesmos.

Concluindo, viajar para a Índia permitiu me conhecer mais e melhor, através dos olhares trocados, outra grande aprendizagem foi a aceitação de nossa condição de humanidade. Somos apenas “humano demasiado humano” (Friedrich Nietzsche, 1878).

Eulina Ribeiro (viajou pela Indo Asia Tours  em 2013)

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O que fazer em Kerala – Índia

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Kerala, conhecida como a terra de encanto é um destino que não se deve perder na vida e um dos mais  populares da Índia.

Bem vindos ao Kerala, um  estado indiano completamente atípico. O ritmo calmo da região, sua natureza exuberante e quieta, a lentidão dos rios e barcos que seguem seu caminho sem pressa somados com um povo tranqüilo e sorridente, fazem de Kerala uma exceção à regra indiana.

Kerala é bem conhecida pela sua vegetação, coqueiros e clima agradável. Este belo estado do sul da Índia é abençoado com uma costa do Mar da Arábia, rios numerosos, enseadas, colinas, montanhas, animais selvagens etc.

Kerala é a sociedade mais avançada da Índia: Com cem por cento de alfabetização, um bom sistema de saúde, com a  menor taxa de mortalidade infantil da Índia e taxas de expectativa de vida mais elevadas.  Pacífica e intocada, Kerala é o estado mais limpo da Índia.

História

A história de Kerala está intimamente ligada com seu comércio, que até tempos recentes girava em torno de seu comércio de especiarias. Celebrado como a Costa Spice of India, antiga Kerala foi palco para os viajantes e comerciantes de todo o mundo, incluindo os gregos, romanos, árabes, chineses, Português, Holandês, Francês e os britânicos. Quase todos eles deixaram sua marca nesta terra, de alguma forma ou de outra – arquitetura, gastronomia, literatura.

No entanto, poucos brasileiros sabem que foi lá que um velho conhecido nosso começou a construir sua fama de descobridor: Pedro Álvares Cabral. Foi ele quem, em 1503 e logo depois de descobrir o Brasil, fundou em Kochi a primeiríssima colônia européia na Índia. Assim nasceu Fort Cochim, a porção norte na costa de uma península da cidade. Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

Os portugueses dominaram a região e o comércio local até 1663. Depois vieram os holandeses e sua Companhia das Índias Orientais exercer seu domínio em Fort Cochim. Por fim, eles fizeram um acordo com o Império Britânico, que tomou também a Índia inteira.

Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

O que fazer em Kerala?

Passear nos Backwaters

Tudo é verde, exuberante e tranqüilo nos Backwaters em Kumaracom, estado de Kerala. As casas-barco são antigos barcos de transporte de arroz e demais mercadorias que seguiam para os portos e que hoje são atração turística.

Andar pelas ruas de Fort Kochi

Fort Kochi é o bairro antigo da cidade, alvo de turistas e o lugar ideal para andar de bicicleta por suas ruelas cheias de lojas, galerias de arte, cafés e livrarias uma delicia. Aí você encontrará absolutamente qualquer coisa que tenha visto na Índia e queira levar para casa tecidos, jóias, chás, temperos e  antigüidades.

Fort Cochin deve ser explorada a pé, e lentamente, para estudar suas ruas laterais e becos. Desta forma, eu descobrir as suas lojas do velho mundo, cafés, bungalows e estruturas do património imponente, como o Palácio Holandês com seus elementos finos da arquitetura colonial e Kerala.

Vários cafés despretensiosamente arrumadinhos pipocam nas ruas estreitas e movimentadas de Kochi, junto com lojas de roupas hippies que vendem também caderninhos de material reciclado.

Conhecer as redes chinesas

Um presente do imperador chinês para Fort Cochim no século 14, as tradicionais redes de pesca chinesa são utilizadas até hoje pelos pescadores locais. As redes também são um dos atrativos da cidade, ainda que hoje bastante turístico.

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Igreja de São Francisco

Fort Kochi ( Perto de Fort Kochi Praia ). Aberta diariamente das 7 às 19h. Construída por portugueses em 1503 foi o local de sepultamento de Vasco da Gama (seus restos mortais foram posteriormente transferidos para Lisboa). Seu túmulo pode ser visto dentro da igreja. A igreja tem um grande cemitério que serve como descanso para muitos oficiais do exército português e soldados. A igreja é a única Igreja Católica não demolida por holandeses e foi entregue aos britânicos que a transformaram em  igreja anglicana. Um grande memorial de guerra pode ser visto em seu quintal para honrar os soldados desconhecidos que sacrificaram suas vidas na 1a Guerra Mundial. 

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Clima

Kochi tem um clima tipicamente tropical. As temperaturas variam entre 30°C e 35°C durante o dia e cerca de 24°C durante a noite

Em fevereiro,  a Indo Ásia Tours levará um grupo para o Sul da Índia, com saída dia 18/02/2017 do Aeroporto de Guarulhos

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http://www.indoasiatours.com.br/namaste-india.html