Curiosidades e Dicas sobre o Nepal

O Nepal é um pequeno país asiático, do tamanho do estado do Ceará (Brasil), que fica entre o Tibeth (China) e a Índia. Sua capital é Katmandu.

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Como chegar no Nepal

Não existem vôos diretos saindo do Brasil. As principais cias aéreas que voam do Brasil para o Nepal são a Turkish Airlines e a Qatar Airways, sendo necessário fazer escalas no caminho.

Idioma:

O idioma é o nepales e muitos conseguem falar  o inglês, daquele jeito.

Melhor época para ir 

De fevereiro a abril é  primavera, a segunda melhor época do ano, principalmente para fazer trekking. A poeira pode atrapalhar um pouco na visibilidade das montanhas.

De maio a junho é o período mais quente do Nepal (verão),  com temperaturas altas. 

De junho a setembro as monções (chuvas) castigam o país. Não escolha essa data para viajar

De outubro a dezembro é outono do Nepal e a melhor época para conhecer o país e fazer trekking, já que as chuvas do período anterior fizeram toda poluição e poeira baixar.

Entre dezembro e fevereiro é o inverno do Nepal. Os céus estão mais limpos, mas as temperaturas podem ficar negativas.

Transporte

As estradas no Nepal são ruins, esburacadas e muitas não são asfaltadas.  O transporte público um caos, mas felizmente existem carros e ônibus exclusivos para turistas. Tuk Tuks e taxis existem aos montes pela cidades grandes, pergunte antes o preço e barganhe.

Moeda

A moeda local é a rupia nepalesa.  

A moeda brasileira não é trocada nas casas de câmbio do país. Os ATMs são achados, com mais facilidade, em Kathmandu e Pokhara. Os cartões de créditos são aceitos em boa parte das lojas, principalmente de trekking e  restaurantes.

Regime político

O Nepal foi uma monarquia absolutista até 2008, ano em que o país aderiu ao sistema republicano.

A população

O Nepal é um país pobre, com aproximadamente 30 milhões de habitantes.  Noventa por cento da população, trabalha na agricultura e os índices de analfabetismo beiram os 80%.

O país tem vários grupos étnicos, tais como o Magar, o Newa, o Sherpa ou o Tamang entre outros, como o Nepali, o mais importante e numeroso.

Conhecido no mundo todo como sherpas (ou xerpas), os membros dessa etnia são famosos por ganhar a vida como carregadores de bagagens de alpinistas. Um sherpa foi o 2º homem a escalar o Everest.

Monte Everest, também conhecido no Nepal como Sagarmāthā e no Tibete comoChomolungma, é a montanha de maior altitude da terra. Seu pico está a 8.848 metros acima do nivel do mar.  O monte está localizado na cordilheira Mahalangur Himal, no Nepal.

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 Religião

A religião hindu é a mais numerosa, com quase 80%, depois vem os budistas e os muçulmanos.

Buda

Sidarta Gautama, o Buda, nasceu em Lumbini, no território do atual Nepal.

 Iaque

O tipo de bovino mais comum nas montanhas altas do Himalaia e em boa parte da Ásia é o iaque. Os habitantes do Nepal utilizam quase tudo nesse animal, inclusive os longos pêlos, que os protegem do frio. O iaque é ainda com frequência usado como animal de carga.

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Segurança no Nepal

O Nepal é um país seguro, mas como em qualquer lugar do mundo golpes podem acontecer,  como a venda de pedras preciosas na rua ou crianças vendendo leite. 

Visto

O visto de turista é obtido na chegada a Kathmandu e custa 25 dólares para 15 dias, 40 dólares para 30 dias e 100 dólares para 90 dias. Os valores devem ser pagos em dólares – cartões de crédito e outras moedas não são aceitos.  Leve uma foto 3×4 que será entregue ao departamento de imigração.

Vacina

O Nepal também exige o certificado internacional de vacina contra febre amarela.

Comida:

Apimentada, a culinária local praticamente se resume a arroz, sopa de lentilhas ecurry de vegetais mas o turista em Kathmandu tem opções de restaurantes que servem pizza, cardápios árabes e é possível comer o que há e melhor e mais diferente da culinária nacional. Há muitos restaurantes que oferecem rodízio de comidas típicas de países vizinhos, como comida tibetana, indiana e butanesa.

Dicas:

Pizzaria Fire and Ice – Uma pizzaria moderna que serve uma pizza muito boa. Ótimo atendimento. Tem outras opções e um gostinho italiano em cada prato. As referências quanto a higiene são muito boas. Delícia de lugar. Tenha paciência pois costuma lotar. Vale a pena

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OR2K:  Restaurante: Um lugar com boa comida a preços convidativos. Experimentem o Homus, falavel e o pão Nan. Tem Wi-Fi e tomadas para carregar celulares. Lugares disponíveis somente para sentar no chão, em almofadas, mas vale a pena.

Atenção: Não coma na rua, não tome água da torneira e sempre verifique o lacre das garrafas.

Bebidas

As cervejas Everest e Gorkha são umas das mais baratas e leves que têm no mercado local. O chang, uma cerveja tibetana chamada de” néctar dos deuses,” também é muito famosa. Em Kathmandu existe variedade de bebidas destiladas, tais como Vodka, Whisky e outras bebidas conhecidas em pequenos mercados ou lojas de conveniência.

Bandeira do Nepal é a única bandeira nacional que não apresenta o formato de retângulo ou quadrado.

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Significado da Bandeira:

Os dois triângulos representam a Cordilheira do Himalaia e as duas principais religiões do país: o hinduísmo e o budismo. A lua representa a Casa Real, enquanto o sol simboliza um ramo da Dinastia Rana, dinastia que dirigia o país desde antigamente até 1961. A cor vermelha da bandeira é relacionada à cor do rododendro, planta muito encontrada na região do Himalaia e um dos símbolos do país (o vermelho também é sinal de vitória em guerra), enquanto oazul representa a paz.Também se diz que o sol e a lua representam o desejo de que o Nepal dure tanto quanto estes corpos celestes. Estes símbolos tinham caras até a reforma da bandeira em 1962, quando foram retiradas para modernizá-la.

 

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Os olhos dos indianos brilham!!! (por Andrea Ribeiro)

 

Minha curiosidade pela Índia nasceu na infância quando assistia ao desenho animado “As aventuras de Jonny Quest”, que era o personagem principal da história e filho do Dr. Quest, um cientista que trabalhava para o governo britânico em prol do planeta.

O Dr. Quest adotou um menino indiano chamado Hadji, que vivia de turbante branco e virou irmão adotivo de Jonny Quest, que aprendeu em seu país a fazer mágicas de desaparecer objetos, o que para mim era um mistério total….e a cada aventura me despertava mais fascínio e curiosidade por este país tão exótico.

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Aos 20 anos, decidi morar em Londres, para estudar ingles e trabalhar, onde me deparava com indianos em cada esquina. Mas eu tinha um propósito, juntar economias e ir para a Äsia, o que consegui e parti com uma amiga para a viagem mística e fascinante rumo a Índia, Nepal e Thailandia.

Desembarcamos em Delhi, capital da Índia. Tudo era novidade e aos poucos eu me perdia nas cenas inusitadas, marcadas por contrastes, como os palácios de marajás e edifícios recém-construídos. País extremamente colorido, as cores me inspiravam, anestesiavam, trazendo sensações, emoções e sentimentos, que estimulavam todos os meus sentidos. No bom sentido, pirei na Índia!

Mulheres vestidas de saris, animais (vacas, camelos e elefantes) disputando o asfalto, um trânsito caótico, onde carros, motos, rikishaw, tuk tuk… entrelaçavam-se no pouco espaço das ruas.

De trem partimos para Agra e Rajastão (Jaipur, Udaipur, Jodhpur, Pushkar). Compramos tickets em cabine da classe economica, pois tínhamos pouco dinheiro. O turismo praticamente havia começado e a infra-estrutura não era como é agora.

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Esperando o trem e fazendo um social com uns gringos. Olhem a curiosidade dos indianos.

Iniciamos a viagem sozinhas, nos acomodamos na cabine que não tinha portas e não sabiamos que nessa classe aquele lugar não seria privativo. Ao acordar deparamos com vários rostos, com os olhos mais curiosos e brilhantes nos olhando. Eram homens, mulheres e crianças, , com os olhares mais docéis e brilhantes que eu já havia visto. Eles se espremiam, sentados nos maleiros, em cima de nossas cabeças e na pontinha do banco, próximos aos nossos pés, como se numa atitude de não querer nos incomodar. Tempos depois refletimos que talvez aqueles lugares que deitamos, seriam os lugares deles sentarem mas que, com sua humildade, nos cederam e velaram nosso sono.

Foi uma sensação surreal!

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Da esquerda para a direita eu, Evelyn e Giuliano ( um italiano que conhecemos) no trem

Em Agra, deparei-me com o Taj Mahal, Até hoje sinto a grande emoção vivida quando transpassei o portão e vi o palácio mais famoso do mundo construído em nome de um grande amor. O grande imperador Mongol Shah Jahn decidiu construir o monumento em homenagem à sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, que faleceu em 1631, após o parto do decimo quarto filho. Mais de 20 mil operários trabalharam na obra, ao longo de 12 anos de sua construção. Éramos praticamente nós e um monte de indianos coloridos e felizes.

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Ao viajar para a Índia, você deve preparar seus olhos para enxergar além do superficial. Você vai ver a pobreza, caos do transito mas também verá olhos mais brilhantes e alegria sem igual.

Depois seguimos explorando as cidades incríveis do Rajastão: Jaipur (a cidade rosa), Jodhpur (a cidade azul), Udaipur, (cidade dos lagos) e o magnetismo de Pushkar em torno de um lago sagrado.

Continuamos viajando por 45 dias e visitamos Bombay, Goa, Mumbai, Bangalore, Madurai, Madras, Puri, Calcutá e Varanasi.

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Eu a direita e uma turma que conheci no trajeto

A Índia é a mais forte das lições de vida, um lugar que nos muda para sempre, que nos faz analisar a nossa realidade e perceber que temos tudo, mas que esse tudo não é fundamental para nos trazer felicidade, pois os indianos tem tão pouco e são felizes.

A Índia mexe com todos os seus sentidos, ela precisa ser vista, tocada e sentida.

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eu em 2015, na Índia, durante o Holli

O que tirei de lição? Muito, mas pouco relacionado com o que esse povo tem para dar. Por isso voltei mais cinco vezes e estou com viagem programada para 2017 e mesmo 30 anos após a primeira visita, ainda posso me deparar com a mesma ternura e os mesmos olhares brilhantes e curiosos como da primeira vez. Isso é a incrível Índia.

Andrea Ribeiro (Fotógrafa)

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Fotos que tirei em viagens à Índia

Nepal, que surpresa maravilhosa

Nepal

Minha primeira viagem à Ásia foi em 2011.  Eu poderia ter viajado para a Europa, América do Norte mas optei em ir com minha amiga Andrea Ribeiro para o Nepal.

A maioria dos nepaleses são hindus, cerca de 80%, mas o 10% que é budista tem uma presença forte, com muitos templos e monges rondando o país.

Nossa viagem seria de aventura mas havíamos bucado o Dwarika’s Hotel para os dois primeiros dias, o que nos dava uma certa tranquilidade até decidirmos o que fazer. Procuramos bucar um bom hotel para que pudéssemos descansar da viagem e ter um fôlego para procurar outros mais simples para o restante da viagem. Conseguimos uma promoção e, pronto, ficaríamos em um dos melhores hotéis de Katmandu.

Na chegada, que surpresa! O Hotel era um espetáculo. Arquitetura simplesmente maravilhosa, um elegante conjunto formado por uma antiga vila nepalesa, um prédio cercado de jardins de tijolo à vista e madeiras entalhadas.

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Dwarika’s Hotel

A recepção muito simpática, com um suco gelado e um sorriso. Estávamos cansadas, mas ansiosas para ir para a cidade e tratamos de tomar um banho e correr para a rua…Fomos andando, sem rumo e, mais uma surpresa boa, o hotel ficava super próximo ao centro de Katmandu.

A Déia, minha amiga já havia estado no Nepal mas eu,  não tinha idéia do que ia encontrar.

Pirei quando avistei  às Durbar Square, praças magníficas com suas arquiteturas incríveis. É imperdível visitar tanto Kathmandu como em duas cidades vizinhas, Patan e Bhaktapur.

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Durbar Square

O povo? Muito educado e amável.

Queríamos manter contato com os nativos e lá fomos nós até a Thamel, Centro da Cidade, lá encontramos  Rajendra, um nepales simpático. Estávamos em Durbar Square, uma multidão começou a vir de todos os lados e não entendíamos o que estava acontecendo. Havía musica, um colorido e um clima mágico. Perguntamos ao Rajendra o que estava acontecendo e para nossa surpresa ele disse, sem alterar a voz ou expressão: “É a comemoração do Ano Novo no Nepal” Que sorte a nossa, sem saber, estávamos no centro das comemorações do Ano Novo.

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A multidão subia nos templos para ver a procissão de pessoas em comeoração ao ano novo

Ficamos curtindo esses momentos e falando da nossa alegria em estarmos no meio do povo e que queríamos ficar em uma casa de nativo, Rajendra nos olhou e disse “eu levo vocês até o  povoado em Gorka, onde nasci, onde vocês poderão ver o Monte Manaslu.

E decidimos fazer isso..

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Manaslu

Quem iria nos acompanhar na verdade era o irmão do Rajendra, o Krishna.. Pensei…”olha o nome dele, nome de Deus indiano”..

Krishna era muito jovem mas tinha um olhar doce e era muito atencioso conosco.

Foram horas de viagem até Gorka, em umônibus, saindo de Kathmandu.  O veículo parava enquando um rapaz, com o corpo quase que totalmente para fora do veiculo, gritava “Gorka, Gorka”…. e à cada parada subiam e desciam passageiros. Aquilo para mim foi surreal… Um caminho de 150km, durou quase 7 horas. Mas muitas surpresas boas nos aguardavam.

Gorka –a cidade intocada e cativante do Nepal! é uma cidade pobre, mas surpreendente.

Sobre Gorkha – Cerca de 300 anos atrás, Nepal foi dividido em 50 estados pequenos e Gorkha era um deles. A cidade tem um palácio  no topo de uma colina a uma altitude de 4.329 pés (cerca de 1.320 metros)  . Um lugar lindo, onde são realizados rituais.

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Gorkha Palace is perched on a hill beneath massive Manaslu and Himalchuli Peaks in Nepal. ©Ric Ergenbright

Em Gorkha vivemos momentos muitos especiais, com a família Lamichhane e as crianças do vilarejo.

Quando chegamos várias pessoas apareceram para nos saudar, entre elas crianças que dançaram para nós e com quem eu pude dançar também e rir.

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As crianças de Gorka e a mãe do Khrisna no primeiro palno

As 6 horas da manhã do outro dia, quando acordamos as crianças já estavam na nossa porta nos aguardando.

Nunca mais esqueceremos dessas pessoas especiais.

Saimos de Gorkha e fomos rumo a Pokhara, há 25 km, um paraíso a beira do lago Pewa.

Indescritível essa imagem abaixo, que retrata o Lago Pewa, parte do povoado e  o Monte Anapurna. Nós não conseguimos ver esse azul, nem a imagem refletida no lago mas, por tudo que vivemos lá nos poucos dias, temos uma certeza: Temos que voltar…

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Pewa Lake em Pokhara

PARQUE CHITWAN

Chitwan é famoso como um dos melhores parques nacionais de visualização de animais selvagens na Ásia e você terá uma excelente chance de ver rinocerontes de um chifre, veados, macacos, elefantes e centenas de espécies de aves. Poderá ainda,ver leopardos, elefantes selvagens e ursos preguiça – mas sorte mesmo vai ter se puder avistar um tigre de Bengala real majestoso .

Você poderá andar de elefantes, dar banho neles e ver um monte deles na rua, pela cidade.

Experimente o Diferente, conheça e se apaixone pela Ásia

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Visite o Nepal com a:

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