Desvendando a Índia – parte 1

Ladakh e Leh

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Quem vive no Ocidente pode ter um preconceito quanto a realizar uma viagem à Índia mas que ousa, quem se permite, com  certeza vai se surpreender.

Uma das civilizações mais antigas do nosso planeta, a Índia é um país de contrastes. A diversidade de línguas, hábitos e modo de vida não impedem que haja uma grande unidade na cultura do país.

Muita coisa causa estranheza à nós do ocidente, pois são muitos Deuses, símbolos e muitos rituais. A maioria é relativo ao Hinduísmo, que ainda é a religião com mais seguidores na Índia, seguido pelo Islamismo e o Budismo. O Hinduísmo é tão antigo quanto a civilização da Índia, tanto que a palavra “hindu”é erroneamente usada para dizer “indiano” e toda a simbologia é vista pelos outros países como se representasse a própria Índia.

A Índia é a terra onde nasceu Buda e onde o Budismo começou. Abaixo você pode ver um video sobre Ladakh, (Little Tibet) que fica no Norte da Índia. É a Índia que a maioria dos ocidentais não conhece…

Ladakh é conhecida como a terra dos monges e mosteiros e com razão. Spituk é um dos muitos mosteiros da região, que é famoso pela sua localização muito bem esculpida no topo de uma colina . Com montanhas próximas de ser muito mais alto, a localização não é exatamente um ponto de vantagem, mas a vista do mosteiro ainda é bastante surpreendente.Os ventos na noite, no entanto podem relaxar-lo para os ossos.

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Spituk Gompa vai te hipnotizar com a sua bela localização (Créditos de imagem: Koshy)

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“Os olhos são o espelho da alma”

Devo agradecimentos a duas pessoas muito queridas que me convidaram para uma viagem à Ásia, continente conhecido pelos templos e pela espiritualidade.

Meu marido, na época namorado, me convidou para conhecer o Nepal e depois a Tailândia e outros recantos que me encantaram pela divergência de valores e pela profundidade de suas crenças.

Durante minha visita a um templo de Catmandu – Nepal, me lembro de ter ficado surpresa ao ver posições do Kamasutra no teto do local, o que me levou a perguntar ao guia: “Aqui é permitido pinturas sexuais num templo”? Ele me respondeu sorrindo: “Por que não seria, a sexualidade é divina”.

Foi uma viagem interna intensa e um entendimento profundo do tamanho da repressão de nossa sexualidade imposta pelas crenças da comunidade judaico-cristã no ocidente.

Bem mais tarde em 2013, fiz uma viagem à Índia, à convite da minha filha Andrea, visitando várias cidades do sul, além de Nova Delhi e Agra.

A palavra Índia significa “rio”, do Vale do Rio Hindu, antiga civilização de rotas comerciais históricas e de vastos impérios.

O nome Índia já me emocionava por se tratar de descobrir uma cultura estrangeira que iria me revelar aquilo que eu tanto buscava, um sentido para nossa existência humana.

Absorver uma espiritualidade que me aplacasse e que desse sentido a tudo o que eu vinha experienciando nesta curta passagem.

A cultura Indiana está marcada por um alto grau de sincretismo e pluralismo; os indianos tem conseguido conservar suas tradições e, ao mesmo tempo, que absorvem novos costumes, tradições e idéias de invasores e imigrantes, estendem sua influencia a todos aqueles que a conhecem.

Apenas por curiosidade, nosso índio é que vem da Índia, quando Colombo chegou às Américas, pensava que tinha atingido a Índia e a partir daí nomeou os seus habitantes.

Minha impressão inicial foi de um choque cultural tão grande, que me paralisou, me deixando sem palavras, meio atônita. Muito cheiro, muito barulho, muita cor e os olhos das pessoas, ah! os olhos de um brilho tão intenso e com tanta vida e amorosidade, que fiquei fascinada. Depois de integrar e trabalhar a inundação de diferentes e fortes emoções, posso dizer que o que mais gostei na Índia foi o contato ocular com as pessoas.

Como atualmente aqui no ocidente as pessoas geralmente apresentam muita dificuldade em olhar e se deixar olhar pelo outro, a intensidade do olhar, principalmente das crianças, por sua curiosidade e espontaneidade, me emocionaram e me tocaram de tal forma que me fizeram questionar porque temos tanto medo de olhar e ser olhado.

Presos à tecnologia, à imagem, ao cinema, à TV, ao celular e outros artefatos midiáticos, ficamos passivos e ameaçados à entrar numa viagem de estar 100% em contato com o outro. Temos medo do outro ou de ver como o outro nos vê? Temos medo de sermos tocados pelo outro? Digo tocados emocionalmente, e de ficarmos expostos aos nossos sentimentos que levamos um grande tempo para aprender a esconder, dos outros e de nós mesmos.

Concluindo, viajar para a Índia permitiu me conhecer mais e melhor, através dos olhares trocados, outra grande aprendizagem foi a aceitação de nossa condição de humanidade. Somos apenas “humano demasiado humano” (Friedrich Nietzsche, 1878).

Eulina Ribeiro (viajou pela Indo Asia Tours  em 2013)

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O que fazer em Kerala – Índia

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Kerala, conhecida como a terra de encanto é um destino que não se deve perder na vida e um dos mais  populares da Índia.

Bem vindos ao Kerala, um  estado indiano completamente atípico. O ritmo calmo da região, sua natureza exuberante e quieta, a lentidão dos rios e barcos que seguem seu caminho sem pressa somados com um povo tranqüilo e sorridente, fazem de Kerala uma exceção à regra indiana.

Kerala é bem conhecida pela sua vegetação, coqueiros e clima agradável. Este belo estado do sul da Índia é abençoado com uma costa do Mar da Arábia, rios numerosos, enseadas, colinas, montanhas, animais selvagens etc.

Kerala é a sociedade mais avançada da Índia: Com cem por cento de alfabetização, um bom sistema de saúde, com a  menor taxa de mortalidade infantil da Índia e taxas de expectativa de vida mais elevadas.  Pacífica e intocada, Kerala é o estado mais limpo da Índia.

História

A história de Kerala está intimamente ligada com seu comércio, que até tempos recentes girava em torno de seu comércio de especiarias. Celebrado como a Costa Spice of India, antiga Kerala foi palco para os viajantes e comerciantes de todo o mundo, incluindo os gregos, romanos, árabes, chineses, Português, Holandês, Francês e os britânicos. Quase todos eles deixaram sua marca nesta terra, de alguma forma ou de outra – arquitetura, gastronomia, literatura.

No entanto, poucos brasileiros sabem que foi lá que um velho conhecido nosso começou a construir sua fama de descobridor: Pedro Álvares Cabral. Foi ele quem, em 1503 e logo depois de descobrir o Brasil, fundou em Kochi a primeiríssima colônia européia na Índia. Assim nasceu Fort Cochim, a porção norte na costa de uma península da cidade. Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

Os portugueses dominaram a região e o comércio local até 1663. Depois vieram os holandeses e sua Companhia das Índias Orientais exercer seu domínio em Fort Cochim. Por fim, eles fizeram um acordo com o Império Britânico, que tomou também a Índia inteira.

Talvez por isso 19% de todo o estado é cristão, sendo que em algumas cidades fica claro que muito mais de 50% não é hindu.

O que fazer em Kerala?

Passear nos Backwaters

Tudo é verde, exuberante e tranqüilo nos Backwaters em Kumaracom, estado de Kerala. As casas-barco são antigos barcos de transporte de arroz e demais mercadorias que seguiam para os portos e que hoje são atração turística.

Andar pelas ruas de Fort Kochi

Fort Kochi é o bairro antigo da cidade, alvo de turistas e o lugar ideal para andar de bicicleta por suas ruelas cheias de lojas, galerias de arte, cafés e livrarias uma delicia. Aí você encontrará absolutamente qualquer coisa que tenha visto na Índia e queira levar para casa tecidos, jóias, chás, temperos e  antigüidades.

Fort Cochin deve ser explorada a pé, e lentamente, para estudar suas ruas laterais e becos. Desta forma, eu descobrir as suas lojas do velho mundo, cafés, bungalows e estruturas do património imponente, como o Palácio Holandês com seus elementos finos da arquitetura colonial e Kerala.

Vários cafés despretensiosamente arrumadinhos pipocam nas ruas estreitas e movimentadas de Kochi, junto com lojas de roupas hippies que vendem também caderninhos de material reciclado.

Conhecer as redes chinesas

Um presente do imperador chinês para Fort Cochim no século 14, as tradicionais redes de pesca chinesa são utilizadas até hoje pelos pescadores locais. As redes também são um dos atrativos da cidade, ainda que hoje bastante turístico.

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Igreja de São Francisco

Fort Kochi ( Perto de Fort Kochi Praia ). Aberta diariamente das 7 às 19h. Construída por portugueses em 1503 foi o local de sepultamento de Vasco da Gama (seus restos mortais foram posteriormente transferidos para Lisboa). Seu túmulo pode ser visto dentro da igreja. A igreja tem um grande cemitério que serve como descanso para muitos oficiais do exército português e soldados. A igreja é a única Igreja Católica não demolida por holandeses e foi entregue aos britânicos que a transformaram em  igreja anglicana. Um grande memorial de guerra pode ser visto em seu quintal para honrar os soldados desconhecidos que sacrificaram suas vidas na 1a Guerra Mundial. 

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Clima

Kochi tem um clima tipicamente tropical. As temperaturas variam entre 30°C e 35°C durante o dia e cerca de 24°C durante a noite

Em fevereiro,  a Indo Ásia Tours levará um grupo para o Sul da Índia, com saída dia 18/02/2017 do Aeroporto de Guarulhos

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Os olhos dos indianos brilham!!! (por Andrea Ribeiro)

 

Minha curiosidade pela Índia nasceu na infância quando assistia ao desenho animado “As aventuras de Jonny Quest”, que era o personagem principal da história e filho do Dr. Quest, um cientista que trabalhava para o governo britânico em prol do planeta.

O Dr. Quest adotou um menino indiano chamado Hadji, que vivia de turbante branco e virou irmão adotivo de Jonny Quest, que aprendeu em seu país a fazer mágicas de desaparecer objetos, o que para mim era um mistério total….e a cada aventura me despertava mais fascínio e curiosidade por este país tão exótico.

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Aos 20 anos, decidi morar em Londres, para estudar ingles e trabalhar, onde me deparava com indianos em cada esquina. Mas eu tinha um propósito, juntar economias e ir para a Äsia, o que consegui e parti com uma amiga para a viagem mística e fascinante rumo a Índia, Nepal e Thailandia.

Desembarcamos em Delhi, capital da Índia. Tudo era novidade e aos poucos eu me perdia nas cenas inusitadas, marcadas por contrastes, como os palácios de marajás e edifícios recém-construídos. País extremamente colorido, as cores me inspiravam, anestesiavam, trazendo sensações, emoções e sentimentos, que estimulavam todos os meus sentidos. No bom sentido, pirei na Índia!

Mulheres vestidas de saris, animais (vacas, camelos e elefantes) disputando o asfalto, um trânsito caótico, onde carros, motos, rikishaw, tuk tuk… entrelaçavam-se no pouco espaço das ruas.

De trem partimos para Agra e Rajastão (Jaipur, Udaipur, Jodhpur, Pushkar). Compramos tickets em cabine da classe economica, pois tínhamos pouco dinheiro. O turismo praticamente havia começado e a infra-estrutura não era como é agora.

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Esperando o trem e fazendo um social com uns gringos. Olhem a curiosidade dos indianos.

Iniciamos a viagem sozinhas, nos acomodamos na cabine que não tinha portas e não sabiamos que nessa classe aquele lugar não seria privativo. Ao acordar deparamos com vários rostos, com os olhos mais curiosos e brilhantes nos olhando. Eram homens, mulheres e crianças, , com os olhares mais docéis e brilhantes que eu já havia visto. Eles se espremiam, sentados nos maleiros, em cima de nossas cabeças e na pontinha do banco, próximos aos nossos pés, como se numa atitude de não querer nos incomodar. Tempos depois refletimos que talvez aqueles lugares que deitamos, seriam os lugares deles sentarem mas que, com sua humildade, nos cederam e velaram nosso sono.

Foi uma sensação surreal!

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Da esquerda para a direita eu, Evelyn e Giuliano ( um italiano que conhecemos) no trem

Em Agra, deparei-me com o Taj Mahal, Até hoje sinto a grande emoção vivida quando transpassei o portão e vi o palácio mais famoso do mundo construído em nome de um grande amor. O grande imperador Mongol Shah Jahn decidiu construir o monumento em homenagem à sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, que faleceu em 1631, após o parto do decimo quarto filho. Mais de 20 mil operários trabalharam na obra, ao longo de 12 anos de sua construção. Éramos praticamente nós e um monte de indianos coloridos e felizes.

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Ao viajar para a Índia, você deve preparar seus olhos para enxergar além do superficial. Você vai ver a pobreza, caos do transito mas também verá olhos mais brilhantes e alegria sem igual.

Depois seguimos explorando as cidades incríveis do Rajastão: Jaipur (a cidade rosa), Jodhpur (a cidade azul), Udaipur, (cidade dos lagos) e o magnetismo de Pushkar em torno de um lago sagrado.

Continuamos viajando por 45 dias e visitamos Bombay, Goa, Mumbai, Bangalore, Madurai, Madras, Puri, Calcutá e Varanasi.

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Eu a direita e uma turma que conheci no trajeto

A Índia é a mais forte das lições de vida, um lugar que nos muda para sempre, que nos faz analisar a nossa realidade e perceber que temos tudo, mas que esse tudo não é fundamental para nos trazer felicidade, pois os indianos tem tão pouco e são felizes.

A Índia mexe com todos os seus sentidos, ela precisa ser vista, tocada e sentida.

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eu em 2015, na Índia, durante o Holli

O que tirei de lição? Muito, mas pouco relacionado com o que esse povo tem para dar. Por isso voltei mais cinco vezes e estou com viagem programada para 2017 e mesmo 30 anos após a primeira visita, ainda posso me deparar com a mesma ternura e os mesmos olhares brilhantes e curiosos como da primeira vez. Isso é a incrível Índia.

Andrea Ribeiro (Fotógrafa)

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Fotos que tirei em viagens à Índia

Desenho sobre a estória do pequeno Krishna em Vridavan

 

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Indo Ásia Tours quem mais entende de Ásia no Brasil